Será que o home office impacta menos o meio ambiente?

Imagine sua vida antes da pandemia de covid-19. Para muitas pessoas, a rotina consistia em deslocar-se diariamente ao escritório, percorrendo alguns quilômetros de carro. Os 5 dias úteis da semana eram passados na empresa e todo o consumo de energia, geração de resíduos, emissão de gases, consumo de água ficava por sua conta, seja financeiramente, como ambientalmente.

Entretanto, mudanças drásticas na rotina tiveram de ser tomadas e o modo com o qual trabalhamos também foi afetado — o trabalho remoto ou home office passou a ser adotado por muitas empresas. O que antes era benefício oferecido por poucos espaços corporativos, passou a ser obrigatório do dia para a noite para uma grande massa de trabalhadores, seja por protocolos sanitários ou por impossibilidade de deslocamento da força de trabalho.

No ano de 2020, muitas empresas reportaram em seus relatórios de sustentabilidade, a redução do impacto ambiental de suas operações. Foram menos resíduos produzidos e um menor consumo de energia, nos dando a impressão de que o impacto ambiental foi reduzido. Fato que é, em partes, verdadeiro. No ano passado, por exemplo, o Dia de Sobrecarga da Terra foi atrasado em 3 semanas devido ao menor consumo de recursos naturais e à redução no lançamento de gases de efeito estufa. Porém, a maioria dessas reduções se deu por conta da diminuição das atividades econômicas e das empresas, do comércio e dos serviços fechados.

 

Mas a pergunta que fica é: será que o home office realmente impacta menos no meio ambiente?

A resposta é: depende. Conforme dados do jornal britânico The Guardian, há cálculos que estimam que até 40% dos empregados que estão em home office atualmente não deverão voltar ao escritório depois da pandemia. Pelo menos não de forma total, mantendo o trabalho remoto. A estimativa é que grande parte das organizações não abandonarão o home office dos seus empregados, visto que muitas devolveram espaços, diminuíram contas e consumiram menos recursos. Isso corrobora o dado do mesmo jornal, que aponta que após a pandemia, pelo menos 4 vezes mais pessoas estarão adeptas ao home office comparado aos anos anteriores a 2020.

O esquema híbrido deve ser o mais comum num cenário próximo. Instituições europeias como Carbon Trust e Vodafone Institute for Society and Communications, publicaram um estudo comparando os impactos ambientais do home office. Dados de países como Itália, Alemanha, Reino Unido, Suíça, Espanha e República Tcheca, mostram que antes da pandemia era comum a força de trabalho desempenhar suas funções até 2 dias por semana de modo remoto. Já na pandemia, a média é de 4 dias por semana, e após, o esquema deve ser mantido por 3 dias.

O trabalho remoto pode acarretar sim a diminuição de impactos ambientais para as empresas. Mas agora imagine cada funcionário em sua casa, trabalhando sozinho, acionando iluminação individual, ligando o seu ar-condicionado e pedindo comidas por delivery. A diferença está nas soluções que grandes empresas e escritórios geralmente buscam visando a economia de água e energia e o aumento na eficiência da reciclagem, as quais são, dificilmente, replicadas individualmente.

 

Até o momento, sabemos que o home office é benéfico ambientalmente para empresas, pois o consumo de recursos acaba por diminuir. Para os seus funcionários, é provável que o trabalho remoto impacte igualmente ou até mais o meio ambiente, visto que cada casa consome mais energia, mais água, gera mais resíduos e mais gases de efeito estufa. Só saberemos o resultado desse novo modelo de trabalho acompanhando os indicadores ambientais dos próximos anos.

 

Fonte: Blog Eco Response – The Guardian, jornal britânico.

 

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